sexta-feira, 16 de maio de 2008

A COR















A Cor


Temos duas divisões para definir os estímulos cromáticos:1- Cor luz2- Cor pigmento

A cor luz

- Radiação luminosa visível que tem como síntese aditiva a Luz Branca, por reunir de forma equilibrada todos os matizes da natureza.


A cor pigmento

- É a substância material corante conforme sua natureza, absorve, refrata ou reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela.

Divisões e subdivisões da classificação das cores:

• Cores primárias: são as cores que não podem ser decompostas e que quando misturadas em proporções variadas produzem todas as cores do espectro cromático.

Cores primárias - subdivisões

• Cores primárias da cor luz: vermelho, azul violetado e verde
• Cores primárias pigmento transparente ( tintas de impressão ): magenta, azul ciano e amarelo.
• Cores primárias pigmento opaco ( tintas de pintura ): vermelho, azul e amarelo

Exemplo de cores primárias luz:












Exemplo de cores primárias pigmento translúcido:









Exemplo de cores primárias pigmento opaco:










Cores secundárias:


- São as cores derivadas da mistura de duas cores primárias.

Cores secundárias luz:

• Vermelho + Azul violetado = Magenta ou púrpura

• Azul violetado + verde = azul ciano

• Verde + vermelho = amarelo

Cores secundárias pigmento translúcido:

• Magenta + amarelo = vermelho alaranjado

• Magenta + azul ciano = roxo

• Azul ciano + amarelo = verde


Cores secundárias pigmento opaco:

• Vermelho + amarelo = alaranjado

• Vermelho + azul = violeta

• Azul + amarelo = verde
Fenômenos das cores preta e branca

• Síntese aditiva: Na cor luz, a mistura das três cores primárias formam o branco. A este fenômeno se dá o nome de síntese aditiva.

• Síntese subtrativa: na cor luz, a cor preta é a ausência da reflexão da luz. Já na cor pigmento, a cor preta é a mistura de todas as cores. Quando visualizamos uma superfície preta, opticamente quer dizer que ela absorve todas as cores. A este fenômeno se dá o nome de síntese subtrativa.


Harmonias cromáticas;

• Harmonizar elementos depende da inspiração e conceitos desenvolvidos para cada projeto. Entretanto há regras que podemos seguir como base. As harmonias presentes como regras são; monocromáticas, bicromáticas e harmonias triangulares.



Harmonias monocromáticas:

• É a combinação de uma cor e suas diferentes tonalidades.








Harmonias bicromáticas:


• É a harmonia composta de duas cores e seus tons.














Harmonias triangulares:


• 1- Preto, Branco e Cinza.
• 2- As três cores primárias e seus tons.
• 3- As três cores secundárias e seus tons.

• Obs: tons = retículas


Harmonias especiais


Harmonias análogas:

• Harmonias análogas; consiste em combinar as cores próximas no esquema que demonstra as cores primárias e suas secundárias.












Contrastes especiais:

Contraste de cores complementares; consiste em combinar as cores que estão opostas no disco que demonstra as cores primárias e secundárias.


















Cores quentes:

• Denominamos cores quentes, as cores que derivam das cores primárias amarelo e magenta ( ou vermelho ) e da secundária alaranjado. Todos os tons derivados destas cores serão visualmente quentes.


Cores frias:

• Denominamos cores frias, as cores que derivam das cor primária azul edas secundárias verde e roxo ( violeta ). Todos os tons derivados destas cores serão visualmente frios.



Ergonomia visual considerando as cores:

Boa ergonomia:

Boa ergonomia cromática: quando se refere a ergonomia e cores, refere-se a leiturabilidade da peça. Dessa forma, quanto maior for o contraste entre as cores, melhor será sua ergonomia visual.Desta forma devemos ter cuidado ao utilizarmos os contrastes de tom sobre tom e o de cores complementares.


Má ergonomia:

• Para leitura considera-se como má ergonomia visual das cores quando não há contraste ou quanto a combinação das cores causa uma forte tensão visual ( cores complementares ).


Piores combinações ergonômicas para o uso de texto / fundo:

• Amarelo + branco
• Vermelho + verde ( menos os tons pastéis )
• Vermelho + azul ( menos os tons pastéis )
• Preto + azul escuro ou verde escuro ou marrom.
• Alaranjado claro sob fundo branco

Os quatro princípios básicos da diagramação.

Os quatro princípios básicos da diagramação.


Os quatro princípios são:

1- Proximidade
• 2- Alinhamento
• 3- Contraste
• 4- Repetição


1- Proximidade

• Itens relacionados entre si devem ser agrupados.

• Quando vários itens estão próximos se tornam uma unidade visual e não várias unidades visuais. Isso facilita na organização das informações, reduzindo a desordem.

A proximidade implica em relação.

• O conceito de proximidade não significa que tudo deve estar próximos. Apenas os elementos que tenham uma lógica de conexão devem estar aproximados.

• A proximidade ou a falta dela indica a relação entre as informações.

O propósito básico

• O propósito básico da proximidade é o de organizar.

• Se as informações estiverem organizadas, o texto será mais fácil de ler e de memorizar.

• Com o resultado da organização, cria-se espaços em branco mais atrativos deixando a composição mais leve.

Como atingir o objetivo:

• Ao analisar a peça, observe o caminho que seus olhos percorrem. Conte os elementos visuais.

• No geral, se houver mais de 3 a 5 elementos distintos, verifique quais elementos ainda podem ser aproximados.

O que evitar:

• Evite muitos elementos separados em uma página.

• Não coloque os itens somente nos cantos e no meio da página.

• Evite deixar quantidades iguais de espaços em branco entre os elementos.

• Evite criar qualquer dúvida quanto a relação dos elementos entre si. Exemplo: subtítulos, imagens e legendas devem estar junto ao seu respectivo par.

• Não relacione elementos que não devam estar agrupados.


2- Alinhamento


• Nada deve ser colocado arbitrariamente em uma página. Cada item deve ter uma conexão visual com algo na página.


Alinhamentos
À esquerda, centralizado, à direita, justificado.


O propósito básico

• O propósito básico do alinhamento é o de unificar e organizar a página.

• Normalmente é um alinhamento marcante que cria uma aparência sofisticada, formal, engraçada ou séria.

Como atingir o objetivo:

• Esteja consciente do posicionamento dos elementos na página.

• Encontre sempre um elemento para se conectar ao alinhamento, mesmo que os objetos estejam fisicamente distantes.

O que evitar:

• Evite mais de um alinhamento de texto por página.

• Escolha o alinhamento centralizado conscientemente e não por automação.


3- Contraste


Se dois itens não forem exatamente os mesmos, diferencie-os completamente.

• Podemos alcançar o contraste de várias maneiras:

• Variando o estilo e peso de uma fonte.

• Trabalhando pesos diferentes para os elementos gráficos como os fios.

• Trabalhando com o balanço das composições, com por exemplo a horizontalidade e a verticalização.

• Variando a dimensão das imagens.

• Trabalhando com o contraste cromático.


O propósito básico


• Criar interesse sobre a página. Se ela tiver uma aparência interessante irá atrair a leitura.

• Auxiliar na organização das informações. O leitor deve ser capaz instantaneamente de entender o fluxo correto da informação.



Como atingir o objetivo:


• Aplique contraste na fonte, trabalhando com diferença de pesos, corpos e estilos.

• Trabalhe com a cor criando contrastes.

• Crie elementos marcantes para direcionar a leitura.


O que evitar:


• Não seja tímido ao trabalhar com o contraste. Crie marcações fortes.

• Não utilize elementos com espessuras de linhas muito próximas.

• Evite dar pouco contraste cromático entre o fundo e o texto.


4- Repetição

• Algum aspecto do design deve repetir-se no material.

• A repetição pode ser considerada como “consistência”.

• Ao olharmos uma publicação editorial como um jornal ou uma revista, é justamente a repetição das características dos títulos, subtítulos, colunas, estilo de fonte, etc, que faz com que todos estes itens sejam parte de do mesmo material.

• A repetição ajuda a organizar as informações. Ela ajuda a guiar o leitor pelas páginas e a unificar partes distintas do design do material


O propósito básico


• O propósito da repetição é unificar e acrescentar interesse visual.

• Não subestime o interesse visual de uma página: se ela for interessante, sua leitura será mais agradável e provavelmente mais lida.


Como atingir o objetivo:

• Considere a repetição como consistência.

• Pense na possibilidade de acrescentar elementos apenas para poder utilizar como repetição.


O que evitar:

• Evite repetir o elemento em demasia para que ele não se torne enfadonho.

• Esteja consciente do valor do contraste.
Os 4 princípios básicos da diagramação – Artes Gráficas e Produção Gráfica – Promove
Textos tirados do livro: Design para quem não é designer – Robim Willians – Ed. Callis
Professora: Claudia Terezinha Teixeira de Almeida

quarta-feira, 14 de maio de 2008

CARTAO DE VISITA

CARTAO DE VISITA
A globalização, os relacionamentos cada vez mais abertos entre empresas e consumidores (B2B, B2C, terceirização, etc.) e o avanço da virtualização fazem com que os cartões de visita, esta herança européia do século XVII (embora já usados na China desde o século XV), sejam cada vez mais úteis e necessários para tornar mais efetivos os contatos pessoais que você faz com clientes, fornecedores e parceiros em potencial, em eventos, reuniões, feiras de negócios e qualquer outra situação social.Se você ainda não tem ou não usa cartões de visitas, talvez esteja na hora de repensar esta atitude. Mesmo que sua atividade profissional não exija, ou se você ganha a vida on-line, você vai notar o quanto eles são úteis no primeiro evento em que alguém quiser o seu contato e você puder entregar o cartão com todas as informações - e perceber o efeito que isto causa no receptor.Você não precisa ir tão longe a ponto de fazer cartões em plástico translúcido como o da foto acima. Imprimir na gráfica uma quantidade razoável de bons cartões de visita é surpreendentemente barato, e eles podem fazer toda a diferença entre você e os demais presentes em qualquer situação social ou de negócios que possa vir a gerar a necessidade de novo contato posterior.
Veja abaixo as 10 dicas selecionadas pelo Efetividade.net para que seus próximos cartões de visitas gerem o maior retorno possível.O seu cartão de visitas pode ser a ferramenta essencial que vai comunicar a sua credibilidade, as informações de contato e (idealmente) evocar no portador a lembrança do contato que ele teve com você, no momento em que ele precisar de algo que você tenha oferecido.Por esta razão, sempre carregar consigo cartões de visita de boa qualidade é essencial - nunca se sabe quando você irá encontrar um potencial cliente, fornecedor ou parceiro.
E não os economize - leve-os em um bolso fácil de alcançar e entregue-os livremente, preferencialmente no início da conversação. Vale a pena ter também uma pilha no carro, outra em casa e, naturalmente, uma no escritório. Outra dica é incluir um cartão em todas as correspondências que você envia.Se quiser ser especialmente lembrado, no momento da entrega anote no verso do cartão alguma informação relevante sobre o tema da conversa - as experiências demonstram que este gesto simples reduz em muito o índice de o cartão ser descartado imediatamente após a conversação, e também aumenta o recall posteriormente.Dito isto, vamos às 10 dicas do Efetividade.net para criar o modelo de cartão de visitas ideal:Imprima na gráfica.Ninguém com mais de 13 anos deve usar cartões impressos em casa, a não ser que seja um profissional do design e saiba muito bem o que está fazendo. Aqueles formulários para impressão de cartão de visitas que estão à venda na papelaria servem para muitas coisas criativas, mas não para basear a primeira impressão profissional que você vai causar.Se puder, consulte um profissional. Um designer profissional conhece e percebe detalhes que os leigos nem imaginam - além de estarem aptos a impedir você de praticar pecados capitais, como usar várias fontes e cores de texto diferentes, pouco contraste ou imagens que chamem mais atenção que seu nome.Use formatos padronizados. Você sabia que existe uma norma ISO para as dimensões de cartões de identificação? É a ISO 7810, e ela define 3 formatos básicos, dos quais o ID-1 é o mais freqüentemente usado para cartões de visita. Toda pasta, fichário e scanner de cartões de visitas leva em conta estes formatos, e você não vai querer que seu cartão não possa ser armazenado ou scanneado.Inclua todas as informações básicas. Seu cartão deve incluir seu nome completo, ou na forma pela qual você é conhecido no mercado em que atua. Ele deve trazer o nome da sua organização, seu cargo, o endereço físico, telefone corporativo, fax (se for o caso), e-mail e URL. Um logotipo (mas só se for “de verdade” - nada de incluir uma imagem de clip art!), frase ou slogan descrevendo sua atividade (ou seu diferencial) e o número do celular são adicionais bem-vindos. Considere com cuidado se deseja ir além disso, mas não corra o risco de um contato não conseguir encontrá-lo, mesmo tendo o seu cartão, porque você não colocou informações suficientes. E imprima todas as informações importantes na mesma face do cartão, caso contrário uma parte delas perderá a efetividade no momento em que o cartão for arquivado em uma pasta ou scanneado.
Cartões impressos em mini-CDsSeja diferente, mas sem exagerar. Se você tiver interesse e o orçamento para isso, pode ser bastante criativo sem sair do formato comum. Use uma cor de fundo, imprima em plástico rígido ou um material emborrachado, coloque um diagrama ou tabela no verso, inclua uma mensagem em Braille (mesmo que ninguém nunca a leia, todos lembrarão de você), arredonde os cantos, imprima em mini-CDs… As possibilidades são infinitas, mas neste caso vale muito a pena seguir com atenção a dica número 2.Saiba quando imprimir pequenas quantidades de cartões especiais. Vai palestrar em um evento importante? Que tal imprimir uma série limitada de cartões de visita especialmente para a ocasião, usando o mesmo tema visual dos seus slides, e colocando no verso o tópico principal da sua apresentação? Ninguém que você conhecer lá vai esquecer de você.Verifique, e depois verifique de novo, se tudo está escrito certo. Entregue para mais alguém verificar, também. Confira cada número, cada vírgula, cada acento. E se alguma das informações mudar, imprima novos cartões imediatamente - nada de corrigir com caneta o número do celular que mudou!Menos é mais. Nada de usar várias fontes diferentes, imagens intrincadas, todas as cores do arco-íris ou incluir um calendário (ou a tabela da copa do mundo, como eu já vi) no verso do cartão. Simplicidade é a chave, e idealmente deve haver espaço sobrando para que alguém possa fazer anotações no seu cartão sobre a conversa que teve com você.Dê destaque para seu nome. O único elemento do cartão que pode ser mais visível do que o seu nome é o logotipo da empresa.Cuide bem de seus cartões. Leve-os em um estojo rígido. É fácil encontrar porta-cartões de visita em qualquer papelaria.http://www.efetividade.net/2006/11/26/10-dicas-para-criar-os-melhores-cartoes-de-visita-e-usa-los-com-efetividade

A ESCRITA


A escrita

•A escrita, como todas as grandes descobertas, não foi inventada de uma vez só, mas empregou longos séculos para se produzir, se completar, se aperfeiçoar. Os fatos parecem demonstrar que cada sistema de escrita é independente dos demais e não constitui um aperfeiçoamento dos anteriores.

•É importante abandonar de uma vez para sempre a idéia de uma “evolução” da escrita: há “evolução” dentro de cada sistema, maior ou menor conforme os casos, mas não de um sistema para outro. Não há “passagem” entre eles, e tudo indica que a sua invenção tenha respondido, para cada um, a intenções diferentes.

•A escrita é apenas um – provavelmente o mais perfeito e o menos obscuro – entre inúmeros outros sistemas de linguagem visual: a essa mesma categoria pertencem os desenhos, a mímica, os códigos de sinais marinhos e terrestres, luminosos ou não, os gestos, em particular a linguagem por gestos dos surdos-mudos
PICTOGRAFIA

•pictus” (latim) = pintado; “grafe” = descrição. Escrita figurada usada pelo homem primitivo para fixar nas paredes das cavernas seus principais feitos, cenas de caçadas, objetos de uso pessoal, etc.

•Tanto quanto se pode saber, as pinturas e esculturas das grotas pré-históricas não respondiam nem a uma intenção estética, isto é desinteressada, tendo em vista exclusivamente a beleza, nem a uma intenção racional, isto é, lógica, tendo em vista a fixação e a transmissão do pensamento.

•Muitos sábios pensam que todas essas produções, mesmo as mais caprichadas, não respondem somente a uma necessidade estética mas também a práticas de magia.

•A cabeça do leopardo gravada na madeira da lança foi efetivamente feita para conferir-lhe uma virtude mágica; mas permite, igualmente, ao possuidor encontrar a sua arma, se a arma dos vizinhos não tiver o mesmo sinal; ela se transforma, assim, em marca de propriedade.

•O ramo deixado no chão por um motivo mágico pode servir, muito utilmente, para lembrar o caminho; ele se transforma então, se for necessário, em sinal mnemônico.

•Os “petróglifos”(desenhos gravados na pedra) jamais chegaram a constituir um sistema regular de notação de linguagem.
•Encontram-se sinais geométricos ou estilizados ao lado das imagens propriamente ditas, isto é, figuras de homens, animais ou de plantas.
Mesopotâmia

•Nono milênio antes de Cristo
•Época em que as sociedade de caçadores-colhedores cediam passo ao estilo de vida agrícola
•Uma série de peças de argila com marcas e formas distintas, usadas para contar ovelhas, gado e outros animais, e mercadorias de vários tipos como óleo e grãos.




A ESCRITA MNEMÔNICA
•Mesmo que possam sugerir algumas idéias, não se comparam a um sistema de escrita, cuja função é a de exprimir todas as idéias.

•Quipos (Incas) – Os quipos são a única forma de escrita tridimensional do mundo. Eles combinam variáveis como cores, grossura dos nós e tipo de material para constituir mensagens complexas. Essa escrita é original da América e não apresenta relações com as escritas surgidas em outros continentes.

a) cordão amarelo, para registro do ouro;
b) cordão branco, para a prata;
c) cordão verde, para os cereais;d) cordão vermelho, para os soldados, etc..


•Os quipos formavam um sistema de fios amarrados através do qual se registrava a informação, que podia tratar-se de notícias, total de produtos e subsistências alojadas em depósitos estatais.



•Os quipos continuam a ser utilizados em povoados indígenas, onde servem para registrar os produtos das colheita e os animais das comunidades.



•Nos quipos somente estavam os resultados das operações matemáticas realizadas anteriormente nos ábacos ou yupana.
•Os ábacos podiam ser de pedra gravada ou de barro.
•Ambos tinham casilleros que correspondiam às unidades decimais e contavam com a ajuda de pedras ou grãos de milho.


•Wampuns (iroqueses) – colares de conchas justapostas, cujas combinações formam figuras geométricas. Alguns deles chegam a empregar seis ou sete mil conchas. Sua significação repousa nas cores das conchas e nas figuras formadas:
– um machado significa guerra;
– Cores brilhantes reservadas aos objetos agradáveis;
–Cores sombrias reservada às coisas tristes
–Negro e violeta: perigo
–Branco – paz
–Vermelho - guerra



A ESCRITA FONÉTICA
•Visa reproduzir a sucessão de sons de uma palavra. As escritas fonéticas ora são silábicas, ora são alfabéticas, isto é baseadas nos elementos irredutíveis da palavra.

•ESCRITA SILÁBICA – o sistema se funda em “grupos de sons” representados por um sinal.

•ESCRITA ALFABÉTICA – cada sinal corresponde a uma letra. Representa uma complexidade maior de ordem ideológica, mas uma inestimável simplificação técnica.
•A letra, sem existir por si memsa no interior da linguagem, é indispensável para a existência da sílaba, que seria, no fundo, a “unidade” da linguagem.


•Sumerianos e antigos egípcios: tiveram a idéia de usar um pictograma, designando não o objeto por ele diretamente representado, mas um outro objeto cujo nome lhe era foneticamente semelhante.

•Desenho de um gato (chat)
•Desenho de um pote (pot)
•Chapéu (chapeau)

•É a substituição dos signos com base no som que traz as palavras à nossa consciência.

ESCRITA IDEOGRÁFICA
•Começou por representar os objetos por um sinal que os interpretasse graficamente e as idéias por outros sinais adequados.
•Cuneiformes
•Hieróglifos
•Chinês


•A passagem decisiva das peças para a escrita ocorre quando os símbolos adquirem uma sintaxe.

•Um sistema que representa três ovelhas por três símbolos de ovelha (ovelha, ovelha, ovelha) é categoricamente distinto daquele que representa as mesmas três ovelhas por duas peças, uma delas representando a ovelha e a outra o número.

•É a sintaxe que faz com que uma linguagem seja uma linguagem.

•É a sintaxe que torna um sistema gráfico “gerativo”, permitindo a combinação e recombinação de símbolos para expressar uma ampla variedade de significados.




•Signos passam a ser vistos como a representação de palavras e não de coisas.
•Surgem os primeiros textos literários escritos em cuneiforme.
Escrita Cuneiforme



•Escrita que, no dizer dos especialistas é um resumo, são desenhos simplificadas, representando, de maneira estilizada, uma cabeça de boi, a fim de designar um boi. (austera, geométrica abstrata).
•São pictogramas onde cada um representa um objeto ou um ser específico.
•Combinando vários pictogramas, pode-se mesmo expressar uma idéia – ideograma.

•O signo para cerveja, na tabuinha cuneiforme representa a cerveja, e não propriamente a palavra cerveja. Da mesma forma o signo para cesta não representa necessariamente a palavra cesta; pode representar apenas um objeto, uma cesta.
•Se o signo é apropriado para representar a palavra sexta, ele passa a ser logográfico, torna-se a representação de uma palavra.
•As escritas são logográficas na medida em que os símbolos utilizados passam a representar os principais constituintes gramaticais da língua, a saber, as palavras.
•Signos que normalmente representam uma coisa passam a representar a palavra com os mesmos sons;

ESCRITA CHINESA
Os chineses começaram por desenhar os próprios objetos que queriam representar. Como os primeiros caracteres fossem insuficientes, combinaram-nos entre eles para representar as idéias abstratas.
Mas, em vista da complicação daí resultante, imaginaram em seguida considerar os caracteres como sinais, não mais de certas idéias, mas de certos sons.
Cada caracter podia ter mitos sentidos diferentes.
Para indicar o verdadeiro sentido, faz-se acompanhar o sinal fonético de um sinal comlementar ideográfico, chamdo chave, cada um reservado a uma categoria do pensamento.

•A forma e o número dos traços são cuidadosamente delimitados.
•Há teoricamente nove traços.
•A observação raigorosa do número e da forma dos traços é o único meio de evitar toda confusão entre dezenas de milhares de caracteres diferentes utilizados na escrita.
•Os caracteres chineses são sempre dispostos em linhas verticais, indo de alto a baixo e da direita para a esquerda.
ESCRITA HIEROGLÍFICA EGÍPCIA3.100 a C


ESCRITA HIEROGLÍFICA EGÍPCIA3.100 a C

•É feita de desenhos admiravelmente estilizados: cabeças humanas, animais diversos, plantas e flores.
•É constituída por três espécies de símbolos: os pictogramas, os desenhos estilizados, representando coisas e seres, com combinações de símbolos para exprimir idéias, os fonogramas ( desenhos que representam sons) e os determinativos, símbolos que permitiam saber a que categoria de coisas e e seres pertenciam.
•Signos complexos eram compostos combinando os signos mais simples, cada um dos quais representava um som tirado de um signo simples, juntamente com um determinativo especificando o domínio a que pertencia a palavra.
•Número de símbolos: passou de 700 a cinco mil.


•O mais frequente é que as linhas dos hieróglifos sejam lidas da direita para a esquerda. O sentido da leitura é indicado pela orientação, pela direção das cabeças humanas ou dos pássaros: o leitor deve ler indo em direção à face ou ao bico.
•Os hieróglifos podem também ser escritos de baixo para cima, ou, alternadamente, da direita para a esquerda, e na linha seguinte, da esquerda para a direita, como “o boi que vem e vai, fazendo sulcos na terra”.



•Escrita cuneiforme

•Escrita cuneiforme que utilizava apenas 22 signos todos consoantes.
•As vogais, não existentes, eram estabelecidas de acordo com a fisionomia das palavras.
•Pode tratar-se da primeira escrita alfabética.


•HEBRAICO QUADRADO
•Só possui consoantes
•É lido da direita para a esquerda












ESCRITA ÁRABE
•É escrito e lida da direita para a esquerda e não possui vogais.
•Compreende 18 letras, que associadas a pontos, perfazem um total de 29.
•Na escrita cursiva os caracteres ligam-se uns aos outros.
•Presta-se a inúmeras formas, a prodigiosas metamorfoses
•A religião muçulmana , ao proibir de representar o rosto de Deus, fez com que a escrita se tornasse o elemento decorativo essencial das mesquitas e de todos os os outros monumentos.
É a base fundamental da arte dos arabescos




ALFABETO GREGO
•Os gregos a fim de criar suas vogais tomaram emprestado do alfabeto aramaico vários signos que, embora representando consoantes, não existem na língua grega:
A alfa, E epsílon, O ômicron, Y ipsilon

•No século V ª C , o alfabeto grego já existia, comportando 24 signos ou letras, sendo 17 consoantes e sete vogais.

•Já existiam letras maiúsculas (gravar sobre pedras) e minúsculas (escrever sobre papiro).




•Desde o séc. III ª C. , a letra lapidar floresce sobre os monumentos do Império Romano.
•A “quadrata monumentale” romana é obra do buril e do cinzel, tanto quanto da sombra e da luz.
•São sempre letras capitais.
•Bastante quadrada em seus primórdios, a quadrata, com suas hastes grossas, continuará por muito tempo fiel a seu aspecto monumental.
•Ainda hoje, é o protótipo universal das inscrições sobre os monumentos.
• Manuscrito INDIANO do século XIX.

• Está escrito em “nâgari”, uma das línguas dentre as milhares de outras no mundo ditas “vernaculares” porque usada por um grupo humano restrito.


•A composição de uma letra pintada com iluminuras passava por várias etapas:
–Um traçado a lápis de todos os elementos do quadro(letra, cenário, personagens)
–Uma passagem de tinta antes da aplicação da douradura e a inserção dos toques de cores entrelaçadas e sublinhadas de tintas sombrias.

A cor vermelha, largamente utilizada era obtida através de uma mistura de mínio e de branco, ou do amarelo-ovo, que proporciona um brilho lustrado.

Do uso do mínio derivam os termos “miniatura” e “miniaturista’’.










Tipologia: 4.Conjunto de caracteres tipográficos usados em um projeto gráfico.

Tipografia: 1.Arte de compor e imprimir com tipos.
2.Estabelecimento onde essa arte é praticada.
3.Seção da oficina onde se realiza o trabalho de composição.
Tipo:Nome dado a um caractere, alfanumérico ou não, usado na composição de textos. Um conjunto de tipos é chamado de fonte.




Componentes dos caracteres
•Hastes
•Serifas

Hastes
• Retas — como nos caracteres I; L; E; F; H; 1 & i; 1.

•Quebradas — como nos caracteres A; V; W; N; M; K; Y; Z; X & z; x; y; w; k.

•Curvas — como nos caracteres O; Q; C; S & c; o; s & O; 3; 9.

•Mistas — como nos caracteres G; D; U; J; P; B; R & j; e; a; g; m; n; u; r; h; b; d; p; q; f & 2; 6; 9; 5.


•As hastes podem ser uniformes, quando sua espessura permanece constante.
•Podem ser moduladas, quando sua espessura varia de forma equilibrada e gradual.
•As hastes horizontais são denominadas barras. As hastes curvas são chamadas flexões.
•Outras denominações são: barriga do caractere, quando os tipos possuem hastes curvas, como é o caso dos caracteres p; b; d; a; etc.
•Alguns caracteres possuem traços terminais, que, pela sua forma, são chamados ganchos. r; t; f; j



•O comportamento retangular é proporcionado quando as palavras são montadas com letras maiúsculas (caixa alta), formando faixas com pouca ou nenhuma variação na sua forma. ASDFGHJK

•O comportamento ondulado é proporcionado quando as palavras são formadas por letras minúsculas (caixa baixa). Devido à variação dos desenhos, com hastes ascendentes e descendentes, produzem uma sensação agradável para os olhos de quem as lê.

•Analisando a caixa baixa, temos, estruturalmente, o núcleo da letra, que forma a faixa tonal propriamente dita, e as hastes ascendentes e descendentes, que proporcionam uma graduação de grises, dando às frases uma forma agradável à leitura. asdfghjk


Serifas
•Analogamente às hastes, as serifas podem ser uniformes ou moduladas.











ESTILOS DE CARACTERES
•Romano
•Egípcio
•Gótico
•Etrusco
•Manuscrito
•Fantasia


Estilo Romano
•O Romano é um grupo grande, cujas origens estão na redescoberta e interpretação renascentista das inscrições gravadas nos arcos de triunfo e nas lápides do Império Romano.
•O grupo divide-se em Romano antigo, Romano da transição e Romano moderno.
•As famílias elzevirianas, o Caslon e o Garamond, são exemplares típicos do Romano antigo.
•O Baskerville reflete bem as características formais do Romano de transição, que se liga ao Romano antigo e ao Romano moderno. O protótipo do Romano moderno, com um contraste marcante entre a espessura das hastes e seus remates finos e retos, é o Bodoni e também o Didot.


Romana antiga

•Criada pelos franceses no século XVIII, inspirada na escrita monumental romana, que era gravada a cinzel triangular em pedra ou bronze, produzindo contraste entre as hastes e as suas serifas triangulares. Proporciona ao leitor um inconsciente descanso visual, decorrente do contraste harmonioso aliado à leveza do desenho de suas serifas ao ornamentar as aparas da extremidade de suas letras. Apesar de desenha das há séculos, são imbatíveis na área editorial para grandes volumes de textos, alcançando o maior grau de legibilidade de todas as famílias.




Romana Moderna

•Este grupo caracteriza-se por ser uma evolução dos romanos clássicos, em que os desenhistas acentuaram o contraste entre as hastes e substituíram as serifas de forma triangular por aparas retilíneas nas extremidades, característica essa herdada do alfabeto grego. Criados pelos italianos, no século XVIII, os romanos modernos trouxeram sensível melhora na legibilidade das letras, tomando-as mais leves e belas.

•Esteticamente agradáveis, apesar de frágeis, porque o desenho de suas hastes tem espessuras muito finas (tanto quanto as serifas, que comprometem a reprodução dos textos, principalmente em sistemas de impressão em que o texto necessita passar por um processo de reticulagem).



Estilo Egípcio
•O Egípcio é um grupo caracterizado pelas serifas retangulares e de espessura uniforme. Muitas das principais famílias desse grupo possuem nomes oriundos do Egito, como Karnak, Memphis e Luxor. Segundo a tradição, isso se deve à expedição de Napoleão Bonaparte ao Oriente Médio em 1798, acontecimento que despertou o interesse dos europeus elevou à descoberta do patrimônio da cultura egípcia.


Estilo Gótico
•Contemporaneamente ao surgimento das grandes catedrais góticas, os caracteres minúsculos romanos carolíngios foram substituídos nos séculos XI-XII, nos países de língua alemã, pela escrita gótica.

•Gutenberg e os primeiros impressores no século XV criaram os caracteres de imprensa, seguindo os modelos góticos manuscritos.

•Mais tarde, com o predomínio dos caracteres latinos, o estilo gótico sobreviveu principalmente na Alemanha e permanece até hoje um fiel representante da história e cultura desse país. Alguns representantes do gótico são os tipos Schwabacher e o Fraktur.





Etrusco
•O Etrusco (também conhecido com os nomes de Grotesco ou Bastonete) é um grupo cujos tipos são caracterizados por hastes de espessura uniforme e desprovida de serifas.
•Os caracteres etruscos foram mais uma inovação do século XIX. O primeiro tipo sem serifas, chamado paradoxalmente “Egípcio”, foi apresentado em 1816, na Inglaterra.
•Os tipos maiúsculos etruscos, como o Futura, são baseados nas proporções do alfabeto romano clássico. Outras famílias representativas desse grupo são Helvética, News Gothic e Univers.


Manuscrito
•O Manuscrito é um grupo cujos tipos se baseiam nos vários estilos da escrita manual (p. ex., letra inglesa). Algumas famílias importantes nesse grupo são as do Coronet, Mistral, etc.



Fantasia
•O grupo Fantasia inclui tipos exóticos, muitas vezes extravagantes que não se enquadram nos demais conjuntos.




•Uma fonte tipográfica implica o conjunto completo de sinais alfabéticos (caracteres maiúsculos e minúsculos) e para-alfabéticos (números e sinais de pontuação) que integram um determinado alfabeto em um de seus corpos disponíveis.

•Qualquer um dos milhares de conjuntos de caracteres que mantêm as mesmas características, independentemente de sua inclinação, da espessura ou força de suas hastes e da largura relativa de seus tipos, é denominado família.




•Cada família se subdivide, de acordo com a força das hastes de seus caracteres, em: Thin (magro ou ultraclaro), Light (claro), Medium, Regular ou Book (normal), Semibold ou Demibold (meio-preto), Bold (negrito) e Black (ultranegro).



•Cada família se subdivide, de acordo com a largura relativa de seus caracteres, em: Ultracondensed (ultracondensado), Condensed (condensado), Normal, Expanded ou Extended (expandido), Ultra expanded ou Ultra Extended (ultra-expandido).


•Cada família se subdivide, de acordo com a inclinação de seus caracteres, em: Roman (redondo) e Italic (itálico).



http://www.publispain.com/superfuentes/k.htm

http://www.misprintedtype.com/



• Manuscrito INDIANO do século XIX.

• Está escrito em “nâgari”, uma das línguas dentre as milhares de outras no mundo ditas “vernaculares” porque usada por um grupo humano restrito.

ELEMENTOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO VISUAL

Elementos básicos da comunicação visual

É pelas dimensões espaciais articuladas por cada elemento, na específica organização de um espaço, que se caracterizam os elementos visuais.

O ponto

- É a unidade de comunicação visual mais simples e irredutivelmente mínima.

- Desenhar um ponto no quadro branco.

- Desenhar um ponto dentro de algumas formas.
- Qualquer ponto tem grande poder de atração visual sobre o olho, exista ele naturalmente ou tenha sido colocado pelo homem em resposta a um objetivo qualquer.

- Desenhar vários pontos juntos.
- Quando vistos, os pontos se ligam, sendo, portanto, capazes de dirigir o olhar.

- Desenhar pontos mais afastados e mais unidos.
- A capacidade única que uma série de pontos tem de conduzir o olhar é intensificada pela maior proximidade dos pontos
-


A linha

- linhas nascem da imaginação. Não há linhas corpóreas no espaço natura.
- a linha vai configurar um espaço linear, de uma dimensão. Através dela apreendemos um espaço direcional. As linhas funcionam como setas, dirigindo nossa atenção e dizendo: siga nesta direção ou siga naquela.

- linha horizontal contínua – essa linha é rápida, porque nossa vista a percorre de ponta a ponta sem parar. O movimento visual se dá no espaço e no tempo.

Possibilidades de se modular o movimento da linha – introduzir intervalos.

- linha horizontal descontínua:

- traços horizontais: o intervalo entre os traços interrompe o contínuo fluir.

– linha pontilhada:quanto maiores forem os intervalos em relação aos segmentos lineares, tanto mais lento se tornava o percurso. Os intervalos funcionam como pausas.

- linha horizontal cruzada com pequenos traços verticais: o curso da linha se torna mais lento, só que a causa é uma mudança de direção, uma inversão de horizontal para vertical, a inversão direcional. Entrecortada por pequenos traços verticais, a longa linha horizontal se tornou mais lenta e mais pesada.

- em cada trecho linear, a linha configura uma só dimensão espacial, o que equivale a uma direção no espaço.
- ela é vista como portadora de movimento direcional.
- introduzindo-se intervalos, ou contrastes de direção, reduz-se a velocidade de movimento.
- introduzindo-se pausas e modulando-se as velocidades das linhas, modula-se o fluir do tempo.

- fileira de traços verticais, um atrás do outro – seqüência horizontal, formada por pequenas linhas verticais – uma horizontal composta de inversões e de intervalos – aumento do peso da linha e redução da velocidade do movimento.

- mesma seqüência com pequenos traços diagonais – mais lento

- seqüência de XXX – linha lenta, pesada e densa.

- quanto mais forem os contrastes, mais diminui a velocidade e, em contrapartida, aumenta o peso visual da linha. Assim há sempre um efeito simultâneo que abrange espaço e tempo: maior velocidade = menor peso visual; menor velocidade = maior peso.

Enquanto que a linha evoca toda uma ambiência intelectual, a cor é antes de tudo sensual.
Superfície

- linhas paralelas – trajetórias em movimento.

- linha vertical em cada extremidade das horizontais – retângulo – antes independentes e soltas, agora ao se fecharem sobre si mesmas e se interligarem nesse percurso, as linhas se transformam em linhas de contorno de um retângulo.

- as linhas delimitam uma área e com isso definem a presença de um novo elemento visual, com novas propriedades e novo caráter espacial, a superfície.

- as linhas perdem sua independência e mobilidade anterior, absorvidas num esquema espacial que substitui a projeção no espaço pela expansão da área.

- as linhas não podem mais correr, ficando presas à área que contornam. Quanto mais as duas dimensões se compensarem, proporcionalmente, tanto mais diminui o movimento visual – quadrado e círculo.

- se uma das dimensões prevalecer visualmente, um certo movimento, poderá se restabelecer para a área toda, impulsionado-a na direção dominante.

- efeito característico para as superfícies: reduzindo-se o movimento visual, reduz-se o fluir do tempo.

- compensando-se mutuamente na estrutura da superfície, as duas dimensões estabilizam o espaço e o imobilizam. Se não forem introduzidos novos elementos dinâmicos, de movimento, o espaço aparece idealizado.

- seria um espaço ideal em termos de pura expansão sem indicações de tempo.

- sendo a superfície um elemento de caráter mais estático do que dinâmico, a movimentação terá sempre que ser reintroduzida por outros fatores visuais.

- desenhar livremente retângulos maiores e menores – comparação - tamanho e orientação no espaço.

- desenhar figuras irregulares, com os contornos ondulados – espaço mais animado.

- várias formas, com margens sinuosas e de tamanhos e posições diferentes – movimento visual.

- outras formas bidimensionais – triângulos, losangos, círculos, ovais, formas não geométricas, irregulares, sinuosas, pontudas – ao percebermos tantas formas diferentes, nossa vista as compara entre si, as agrupa, diferencia, destaca – estabelecem movimentos no espaço e também seqüências no tempo, em que se ordenam os acontecimentos em nossa percepção.

- superfícies fechadas – áreas cujas margens nos permitem inferir uma estrutura interna, com centro e eixos.

- superfícies abertas – a matéria é mais transparente e mais indefinida por não haver contornos que condensam o espaço interior da área.
– são menos móveis do que as fechadas, estando imobilizadas naquela faixa que corresponderia à margem, pois lá se interpenetram os espaços interno e externo – são reguladas pela articulação da área interior.

Outra possibilidade formal de se elaborar a superfície:

- desenhar retângulo vertical não muito grande, desenhar outro retângulo igual, colocado um pouco acima do anterior.
- imaginar o primeiro retângulo transparente, de modo a perceber através dele o segundo.

- mesmos retângulos, imaginando que o primeiro seja de um material opaco.
- percebemos uma superposição que dinamiza tudo – visualizamos a noção de profundidade.

- outras superposições – formas não-geométricas não muito irregulares.
- a superposição sempre nos faz perceber o espaço profundo
- sempre ordena os movimentos visuais em direção diagonal
- a relação espacial se torna duplamente dinâmica, pois ocorre na diagonal e em profundidade.

- a superposição só se torna possível com superfícies mais ou menos fechadas, pois nas abertas seria difícil distinguira delimitação das formas no espaço.

- apagar alguns cantos externos – o efeito de aprofundamento do espaço ainda se mantém, fragmentos de uma área se sobrepõe a outra, avançando ou recuando no espaço.

- no lugar dos cantos apagados fazia-se uma espécie de passagem, onde a área se identifica de novo com o plano pictórico.
- Nos lugares aonde a superfície fechada foi aberta, desaparece a indicação de profundidade e o espaço torna-se bidimensional.

- mais superposições – abrir passagens quando sentir o espaço denso demais – temática do cubismo.

- Braque e Picasso.

Volume

- ultrapassa a estrutura bidimensional – elementos mais dinâmicos (luz e cor).

- desenhar dois retângulos horizontais, um menor dentro de outro maior.

- repetir e interligar os cantos dos retângulos com linhas diagonais.

- com linhas diagonais interligadas às horizontais e verticais, o contexto espacial se modifica – o espaço se torna profundo

- dois retângulos em pé, lado a lado, o segundo retângulo um pouco mais elevado.

- repetir o par na mesma posição e interligar os cantos próximos com diagonais
- espaço de profundidade – situação de ambivalência reversível cada um dos retângulos podia ser visto alternadamente avançar ou recuar – quando vistas em conjunto com horizontais e verticais, as diagonais introduzem a dimensão da profundidade.

- dois quadrados superpostos, interligar os cantos com traços diagonais
– cubo – 3 dimensões – largura, altura e profundidade.

- Repetir o desenho do cubo, apagando o lado de trás que transparece na superfície frontal
- havia então duas figuras de cubo, um vazio e outro cheio, um aberto e outro fechado – um espaço côncavo e outro convexo.

- planos relacionados em diagonal, superposições, profundidade e o cheio e o vazio: são estas as qualidades espaciais que podem ser formuladas mediante o volume.

- Caracterizando a forma dada ao espaço, irão definir também as qualidades expressivas do elemento.

- em configurações de volume sempre reencontramos os elementos linha e superfície – em seus aspectos dinâmicos, a diagonalidade (linha) e a superposição (superfície).

- quer seja geométrico ou não-geométrico, qualquer volume representa um conjunto de planos em superposições diagonais. Planos escondidos - cubo

- desenhar cubos fechados menores, um bem pequeno – o espaço configurado nos diversos cubos, grandes e pequenos, teria, proporcionalmente a mesma densidade em todos a matéria pareceria idêntica? Quanto menores, mais compactos pareciam.

- Desenhar um quadro grande e outro bem menor – interligar os cantos com linhas diagonais

- na configuração de volumes e, conseqüentemente, de um espaço que é caracterizado como tridimensional, também os aspectos de escala e magnitudes serão integrados ao esquema de percepção

- quando as formas são análogas, ou mesmo suficientemente parecidas, as de tamanho maior indicam a proximidade em relação à posição do espectador (tempo presente).

- As formas menores indicam afastamento (tempos passados ou futuros).

- Desenhar um cubo enviesado (começar desenhando a linha vertical do meio) – o contexto espacial se dinamizou – maior aproximação, maior afastamento.












TERMOS DA ÁREA DE COMUNICAÇÃO

Professora Ana Paula Mathias de Paiva
Faculdade Promove/2006


Termos da área de Comunicação
Produtos e Serviços
Conceituação e Prática desenvolvidas em aula


Folder: aquilo que dobra; impresso constituído de uma só folha, com uma, duas, três ou mais dobras (Aurélio); impresso promocional constituído originalmente de uma única folha, com duas ou mais dobras (Rabaça). Distribuído em lugares abertos e fechados e com fins variados. Ver volante, prospecto e folheto.

Encarte: cada uma das folhas intercaladas ou postas entre cadernos de uma publicação; espécie de aviso em papel que se destaca, seja com ou sem ilustração, e sem paginação; constituído de uma ou mais folhas.

Volante: circular de uma só folha; impresso tirado em folha avulsa/solta, dobrada ou não ao meio, geralmente destinado à distribuição nas ruas, lojas comerciais, pontos de venda e locais de intensa circulação e fluxo humanos. Trata de notícia ou anúncio, trazendo mensagem publicitária ou informação sobre o uso de um produto/serviço. O mesmo que avulso e prospecto (com o adicional de que este último pode ser distribuído em público ou vir junto com o que se compra).

Filipeta: pequeno volante usado na divulgação, sobretudo, de peças de teatro e eventos culturais. Como recurso de promoção, às vezes dá direito a desconto no preço do ingresso ou na compra de um produto/serviço, no caso de outro uso comercial.

Folheto: livreto ou booklet; publicação não periódica, impressa, com um número limitado de páginas (de 5 a 48 páginas, excluídas as capas), semelhante a um livro mas com menos folhas, com ou sem capa, quase sempre grampeado na lateral.

Folhetão ou broadside: do inglês lado grande, largo; impresso de propaganda usado como peça de lançamento, programa ou como esclarecimento acerca de uma campanha, neste caso sendo destinado a funcionários/vendedores/distribuidores e afins, informando e explicando os motivos da campanha. Pode ser distribuído em mãos ou via mala direta, como encarte ou em pontos de venda. Tem formato maior do que o dos folhetos convencionais. O tamanho incomum é só um quesito a mais para impressionar e se diferenciar. Pode ter uma só folha, impressa a cores e dos dois lados, dobrada várias vezes, embora broadside designe também “folha impressa de um lado”.

Livro: publicação não periódica formada por um conjunto de folhas impressas ou manuscritas, organizadas em cadernos, soltas ou presas por processos de encadernação tradicionais ou modernos. Segue linhas editoriais específicas e pode estar sujeito a coleções, séries, selos, co-autorias, parcerias etc. Distingue-se do folheto por possuir maior número de páginas – segundo a Unesco, deve superar a marca de 48 páginas. Registros colados, costurados ou grampeados em cadernos, com capa flexível ou rígida. E-book: electronic book; livro em mídia eletrônica digital, convertido para esse tipo de mídia, interação, forma, acesso, formato, leitura, linguagem e suporte virtual e/ou on-line.

Móbile: propaganda móvel, lúdica, constituída de material leve, suspensa no espaço por fios ou correlatos que a impelem a ir e vir no movimento da ventilação. Peça publicitária usada em pontos de venda, confeccionada geralmente em papelão, cartão, plástico e arame.
Wobbler: peça publicitária criada para atrair a atenção do consumidor na gôndola ou local de exibição do produto. Flexível, plástico, auto-adesivo. Peça suspensa, sugerindo movimento, localizada diante ou paralelamente ao ponto expositor.

Stopper: similar ao wobbler, peça publicitária criada para atrair a atenção do consumidor na gôndola ou local de exibição do produto, como por exemplo na entrada de lojas e pontos de venda (em formato maior e mais rígido). Porém bem menos flexível que o wobbler, mas igualmente auto-adesiva. Peça suspensa, estática, localizada transversalmente ao ponto expositor.

Lâmina: qualquer impresso de uma só folha avulsa, em geral impressa só de um lado (pode receber aplicações de vernizes, presilhas, grampos, colas, brindes, etiquetas, etc.).

Fanzine: fã + magazine; publicação (impressa ou virtual) alternativa, inicialmente dedicada a assuntos musicais, sobretudo do âmbito do rock. Mas hoje em dia engloba várias manifestações culturais. Já foi manuscrito, desenhado, xerocado, impresso na forma de jornal e revista. Diferencia-se pelas temáticas e linguagem (textual e gráfica) não-convencional. Geralmente era distribuído de maneira informal, vendido pelos próprios produtores a preços baixos em pontos associados à circulação de seu público-alvo. Esta comunicação nasceu com o movimento punk inglês entre 1975 e 1976, como publicações descendentes do underground da década de 60. Nos anos 90, com os avanços tecnológicos e de informática, surgem os e-zines, web-zines, que circulam pela internet.

Adesivos: comunicação aderente que se prende a uma superfície por pressão e colagem. Pode ser de papel, metal, plástico ou outro material flexível, portanto que um de seus lados venha recoberto por substância adesiva e o outro imprima algum tipo de publicidade ou comunicado. Hoje há, inclusive, adesivos de piso, sinalizadores de piso, de carros, de frotas, de segurança etc. Sejam fabricados em serigrafia (silk-sreen), hot-stamping (fios metálicos), vacuum forming (técnica de moldagem em plástico/relevo obtido por meio de calor e vácuo), recorte eletrônico ou impressão de imagem digital, são importantes elementos de comunicação promocional, podendo ser aplicados em roupas, cadernos, agendas, produtos, vitrines, veículos, chão, pontos de venda, embarcações, brindes, aeronaves, etc. A durabilidade destes produtos varia significativamente. Demonstre portanto no orçamento o tempo que precisa expor este material e se ele será usado interna ou externamente.

Amostra: miniatura ou porção de um produto, oferecida gratuitamente ao consumidor potencial via postal por mala direta, em promoção porta a porta, em campanhas pela cidade, em pontos de venda, em promoções de evento, ou anexada a anúncios de revistas ou folderes. Deveriam estampar “amostra grátis” para evitar venda irregular. Sampling: amostragem. Processo de distribuir gratuitamente no mercado um novo produto (uma amostra grátis, utilizável dele), ou de realizar um relançamento com outro formato, sabor, etc.

Brinde: algo distribuído gratuitamente como agrado e com fim de fixar uma marca/ação/empresa etc.. Cria um vínculo direto com a identidade visual da marca, empresa, instituição, porém sem ser necessariamente uma amostra do produto do expositor/divulgador.

Postcard e post e-card: produção editorial no formato de cartões postais mas com fim de divulgação. Podem funcionar como convites, anúncios, promoções, ingressos, lembranças de um lugar/empresa/evento, cartas eletrônicas etc.

Tag-line/tarja/cinta: tag é uma faixa de papel fixada a algo; tag line é uma etiqueta com frase de efeito. Num anúncio de revista, por exemplo, é a linha final com frase de efeito. Às vezes é o slogan, finalizando um anúncio, comercial, programa, comentário. Existe em impressos, rádio ou TV. Pode vir no final de colunas, editorias e edições, podendo ser repetido. Funciona como sinal distintivo; marca ou assinatura; identificação da linha, série, coleção, edições sucessivas. Símbolo identificador de evento, campanha, publicação, promoção, programa, etc. Ex1. Coluna humorística do Macaco Simão: “Nóis sofre mas nóis goza”. (Ex2.: tarjas colocadas em livros que ganham o Prêmio Jabuti nas bienais ou em best-sellers).

Pop-up: recurso utilizado em livros, folderes (folders), revistas, anúncios etc., pelo qual determinadas formas, tridimensionais, geralmente obtidas pela engenharia do papel, isto é, dobraduras do papel e cortes especiais, surgem quando uma página é aberta ou quando um elemento da página é manuseado. Técnica extremamente interativa e surpreendente, motivadora e diferenciada. Fala-se também da forma de edição e publicidade via internet que não é controlada pelo usuário, em que se abre uma janela sobre um assunto quando se está carregando ou saindo de uma página ou quando se passa o cursos sobre um link (sem clicar nele). Neste caso o pop-up refere-se a um recurso multimídia e a uma janela independente que é paga por um anunciante – associado a um provedor ou site.

Portfolio: porta-fólio; book; pasta de cartão usada para guardar documentos, desenhos, estampas etc.; pasta ou álbum, impressa ou virtual, que contém apanhado de atividades e produções (layouts, arte-finais, rafes, provas de impressão, anúncios já impressos, etc.) de uma pessoa física ou jurídica. Apresentação ao cliente de coleção de trabalhos relevantes com breve resumo de autoria ou histórico.

Ex-libris: pequena marca decorativa colocada geralmente na capa interna de um livro ou distribuída como adesivo para recados, ostentando o nome do editor ou proprietário, ou mesmo outros dados bibliográficos. Tem valor comercial e de ratificação de imagem.

Bag-in-box: embalagens plásticas vedadas ou semi-vedadas, abrigando produtos ou brindes em seu interior; embalagem combinada em que um saco plástico vai dentro de uma caixa ou envelope de papel cartão ou papelão. Cada vez mais vem sendo usada para livros infantis, brindes e cosméticos, sem invólucro de papel.

Blister: embalagem plástica (PVC) transparente, contendo em seu interior produtos em promoção, com fácil visualização. Ver bag-in-box.

Banded-pack: acoplamento de brinde/prêmio a embalagens, ingressos e produtos. O consumidor recebe gratuita e instantaneamente este kit no ato da compra. Ex.: Bienais do livro

Revista: publicação periódica que trata de assuntos de interesse geral ou relacionados a temáticas específicas e ramos do conhecimento. Produzida em forma de brochura, em geral tem capa colorida, papel de boa qualidade, quase sempre é ilustrada e segue uma linha editorial. Lida com artigos, entrevistas, críticas, notas, cartas, fotolegendas, fotos e reportagens, anúncios, etc.

House-organ: (órgão da casa). Veículo impresso ou eletrônico, periódico, de comunicação institucional (neste caso, para a instituição e para a fabricação e manutenção de sua identidade), dirigido ao público interno (funcionários e às vezes familiares) e, raramente, para segmentos do público externo diretamente ligado à instituição. De modo geral é quinzenal, mensal ou bimestral; é custeado pela direção da empresa e elaborado em função de suas metas. Contém muitas matérias de interesse humano e administrativo.

Newsletter ou e-newsletter: boletim informativo periódico, constituído de notícias e mensagens de interesse especial para um público bem restrito. Tem caráter jornalístico é geralmente é uma publicação distribuída apenas a assinantes ou a públicos internos/empresariais. As suas informações costumam ser inéditas e exclusivas.

Catálogo: lista completa de títulos lançados por um editor, incluindo ou não previsão de lançamentos; lista de títulos, objetos, empresas, itens etc. apresentada por ordem alfabética, linha editorial, cronologia, etc., sob forma de livro ou folheto. O catálogo eletrônico é uma base de dados que mantém informações disponíveis pela internet, como indexador e motor de pesquisas (ida a outros links).

Programa: por exemplo, um programa de uma ópera, balé, peça. Produto editorial na forma de folder ou folheto - quase sempre - e com fim bem específico: divulgar a produção, apoio, roteiro, sinopses, parceiros, equipe (corpo de atores, dançarinos, cantores; grade de profissionais envolvidos), seções e/ou atividades disponíveis num evento. Com capa chamativa, papel de qualidade, fácil percepção de conteúdo e divisão de seções, boa visualização de patrocínio na quarta capa ou contracapa (segunda ou terceira capas).

Mala direta: informativo contendo breve apresentação dos serviços e trabalhos ou serviços desenvolvidos por uma pessoa física ou jurídica. Impresso enviado pelos correios ou e-mail, com objetivo promocional, contendo resumo explicativo e apanhado relevante das atividades e frentes de atuação de um grupo, agência, profissional, instituição etc. Pode conter pesquisas, lançamentos, proposições de atendimento, solicitações de parceria, descrição de vantagens, oferecimento de serviços, apresentações de serviços e preços, identificação de novos contatos, comunicado a associados, proposta de associação etc. Deve ter uma linha editorial condizente com a do anunciante. Destina-se a informar, assediar, noticiar, cativar, vender.

Vinheta: elemento ornamental, figurativo, de pausa e intervalo. Enfeite, cercadura, break. Cortina, separação decorativa impressa ou musicada.

Sanfona: qualquer impresso com dobras repetidas, como um fole de sanfona. Feitio sanfonado. O leitor desdobra o texto para conseguir ler.

Santinho: pequena estampa com imagem religiosa, com ou sem texto. Hoje em dia, prospecto de propaganda eleitoral com a foto do candidato e informações básicas do partido. Na TV, imagem composta por uma ligação telefônica, por um mapa de fundo e pela foto de um correspondente (jornalista, repórter, entrevistado).

Separata: folheto que contém parte de uma publicação mais extensa ou de uma campanha mais extensa. É produzida para revistas, jornais, editoras. Pode ser uma folha avulsa ou encartada no miolo, ou ainda um folheto ou cadernos editados com diferencial mas encasados no conjunto. É bem usado em edições especiais.

Sobrecapa ou jaqueta: sobrecapa impressa, geralmente a cores e em material pouco durável, cuja principal função é proteger o livro do desgaste do manuseio e atrair a atenção do público leitor. Cada vez mais as jaquetas têm sido feitas em acetato, com impressões delicadas e modernas. Isso torna o livro mais durável e bonito. Um projetista gráfico visual pode cuidar dessa criação.

Capa: produção exterior de um impresso (disco, vídeo, livro, revista etc.), confeccionada em material flexível ou rígido. Funciona como a “embalagem para impressos”. Propicia o primeiro contato visual do consumidor ou receptor com o produto ou bem cultural. (Ex.: A capa assume, assim, a função de um display, destacando o livro na prateleira, fazendo-o ou não “saltar” até nós. Nitidamente assumindo um papel promocional também.)

Marcador: Tira de cartolina, plástico etc. que serve para marcar páginas – freqüentemente vem com mensagem publicitária da editora, livraria ou papelaria e é distribuída como brinde. Fita presa à cabeça da lombada (dorso, lombo do livro, parte da encadernação que segura as capas e recebe identificação de título, autor e editora, quase sempre na vertical, de cima para baixo) para marcar páginas de leitura.

Spamming: ato de mandar e-mail para muitos endereços eletrônicos, a fim de divulgar assuntos publicitários. Quando é usado na forma de “pirâmide ou corrente” pode ser considerado crime, pois não considera o aval dos envolvidos (receptores).

Cartão-resposta: parte de uma peça de mala direta ou de um anúncio de vendas, destinada ao preenchimento de informações ou pedido de clientes. Em geral é produzido em papel encorpado em formato de cartão postal e com selo previamente pago. Aerograma: formulário para correspondência pré-franqueado. Dispensa envelope e selo. Usado em pesquisa, venda via correio, como pedido de sugestão, etc.

Indoor ou outdoor: mensagens publicitária do tipo painel, cartaz, letreiro, tabuleta, luminoso, empena, parede pintada, taxidoor, busdoor, etc. produzidas e selecionadas para, respectivamente, exposição em ambientes fechados (estádios, edifícios, empresas, show-rooms, terminais de ônibus, interior de ônibus, estandes etc.) e abertos (rua, parede de edifício, lateral de veículos etc.). Ambos têm grande poder de comunicação, forte apelo visual, causam leitura instantânea e rápida, são produzidos em grandes dimensões e colocados em locais de boa ou ótima visibilidade, para que seu preço de fabricação e exposição compense.

Cartaz ou mural: mensagem publicitária ou informativa de grandes dimensões, em formatos variáveis, impressa só de um lado e geralmente a cores, sendo própria para ser fixada em ambientes amplos ou ao ar livre, em paredes ou armações próprias. Constituem a forma mais comum de outdoor. Os principais formatos ficam entre 8,80x2,90; 4,40x2,90; 8,80x5,80. Cartazete é o cartaz de pequenas dimensões, exposto em interiores e quadros murais ou mesmo em pontos de venda pequenos.

Painel: definição muito similar a de cartaz. Exposto em via pública, com mensagem pintada ou impressa sobre material durável. Comuns nos centros urbanos e estradas. Formatos variados: retangular, recortado na forma de letras e embalagens, tridimensional, iluminado ou não. Vive, no entanto, um período de exposição maior do que o do cartaz (pode ficar exposto vários meses sem se degradar). O painel eletrônico é acionado por computador, que projeta as imagens sobre uma tela. (Ex.: nos jogos de futebol, as emissoras fazem uso do painel eletrônico para aproveitar o lance e divulgar anunciantes e seus produtos).

Display: suporte para apresentação e exposição de produtos, embalagens, informativos etc. Em promoção de vendas, mostruário destinado a chamar a atenção do consumidor. Pequeno cartaz ou composição de objetos que pode ficar pendurado(a) ou ficar “de pé” num stand, haja vista sua dobradura ou formato específicos. Publicidade montada em papel cartão para ser posicionada em balcões, gôndolas de lojas e feiras, prateleiras de supermercados ou vitrines.

Frames: são suportes gigantes, semelhantes a displays, em formatos curvos ou retos, para serem montados em feiras ou recepções. Têm alta qualidade, definição e visibilidade. É um tipo de comunicação funcional e ágil, atenta a formatos variados.

Galhardete: espécie de bandeira para a ornamentação de ruas e espaços comerciais. Hoje, estão mais semelhantes a banners de rolo plastificado ou de lona vinílica, mas também podem ser fabricados em papel fotográfico ou laminado, ou em tecido, em PVC e no resistente polietileno. Deve ser pendurado.

Empenas: nas ruas dos grandes centros urbanos modernos trata-se de um tipo de comunicação fixado às laterais de edifícios em evidência na passagem de fluxos populacionais ou automotores. Usam espaços visuais muito disputados e de alto impacto. As empenas têm, pelo menos, 20 metros de altura, são resistentes ao sol, ao vento e à chuva.

Triedo, trimídia, prisma ou trifacial: painéis laminados com movimentação e jogo de até três posições de imagem. Pode ser usado em lugares públicos fechados ou abertos. Painel frontlight formado por um conjunto de triedos justapostos, acionados por um sistema simples de engrenagens que giram os triedos em intervalos de tempo programados por um timer, o que faz mudar a imagem. Publicidade impressa em adesivos e recortada em tiras: cada uma das três faces da imagem se apresenta em eixo, alternadamente. Segundo pesquisa americana, chamam até 5 vezes mais a atenção do público do que um indoor ou outdoor comum.

Case/network: veículo de comunicação disponibilizado em abrigos de ônibus (mediante a concorrência de empresas junto à Prefeitura da cidade) e em áreas de grande fluxo nas cidades, onde são, à noite, iluminados. Um diferencial desse serviço de comunicação é que, por contrato, freqüentemente – muitas vezes diariamente, como na França e São Paulo – devem ser substituídos em caso de qualquer tipo de depredação (pichação, graffite, riscos, quebra, furto, etc.), pois estas prejudicam a divulgação dos anunciantes.

Tótem: peça tridimensional usada para sinalização ou publicidade, com formatos e dimensões variadas, geralmente construída a partir do chão e disponível em espaços abertos assim como em feiras e eventos de grande porte. Sempre de metal. Às vezes com movimento e luz. Sempre de grande impacto visual.

Banner: bandeira, bandeirola, estandarte ou flâmula com mensagem publicitária; confeccionado em papel, tecido ou plástico e impresso de um ou ambos os lados; geralmente é exposto em espaços públicos (pendurado em postes ou marquises), pontos de venda, pavilhões de exposições etc. Mas cada vez mais vem vendo usado em eventos e empresas, quer dizer, em espaços internos, como cartazes modernos e resistentes. Pode ficar colado, pendurado ou fixado a um suporte de metal/madeira no chão. O banner é uma das peças promocionais mais usadas no momento, por causa de seu custo/benefício. Como um meio de comunicação visual, tem sido usado para vasta gama de campanhas (venda, fixação de imagem, promoção, etc.). Os materiais mais usados são: lona, papel, polietileno, tecido. As técnicas de produção variam conforme a quantidade, mas incluem serigrafia, imagem digital, recorte eletrônico, assim como pequenos e grandes formatos, para usos interno e externo. O termo diz respeito também a pequenas mensagens comerciais inseridas em páginas da web, com hiperlink para a página do anunciante. Banners podem ser estáticos ou animados, portanto, e podem ser fabricados em formatos bem diferenciados.

Backlight: caixa estruturada em perfis metálicos de diversos tamanhos com tratamento anti-corrosão, revestido com chapa galvanizada e pintura de acabamento com esmalte sintético. Parte elétrica composta de lâmpadas fluorescentes e reatores colocados internamente na estrutura. As lonas podem ser executadas em impressão digital ou em recorte eletrônico com vinil translúcido.

Frontlight: painel confeccionado em chapa galvanizada, construído em perfis metálicos. A iluminação é feita através de holofotes especiais do tipo halógenos, vapor metálico ou de sódio que podem ser colocados na parte inferior ou superior do painel, na sua frente, fixados em braços metálicos, sem causar incêndio. A impressão pode ser feita em policromia (impressão digital), recorte eletrônico ou serigrafia, e em madeira, aço inox, acrílico, papel.

Letreiro: qualquer texto impresso que aparece num filme ou vídeo e que inclua crédito, legenda, títulos etc. ; texto ou imagem inscritos em uma tabuleta com algum tipo de informação (propaganda, aviso, sinalização etc.); texto que aparece num filme para esclarecer situações (no cinema mudo era usado para estabelecer diálogos entre os personagens). Pode ser luminoso e associa-se ao cartaz, painel e outdoor.

Luminoso: letreiro ou anúncio de dimensões diversas, exposto geralmente ao ar livre, cujo principal apelo é a iluminação, fixa ou com movimentos repetidos ou alternados (chamados cenários). Feito com lâmpadas de néon ou similares. Alguns funcionam dia e noite, outros só de noite, mas sempre em lugares movimentados.

Anúncio: qualquer manifestação que pretenda informar ao público um assunto através de avisos, notícias, chamadas, mensagens publicitárias, comunicados oficiais, etc. Idem: reclame, comercial, advertisement ou ad.
Basicamente, apresentação gráfica ou oral de um produto ou serviço.

Alltype: anúncio para a mídia impressa constituído só de texto, sem ilustrações.

Spot: texto foguete, breve. Gravado em disco ou fita. Pode Ter fundo musical e efeitos sonoros. Comercial ou comunicação breve, rápida, veiculada em rádio ou TV. Dura entre 15 e 30 segundos. Segundo outras definições, pode ou não conter mensagem comercial. Mas hoje em dia o termo é bem associado na TV e vídeo a comerciais e anúncios publicitários curtos e incisivos. Originalmente durava de 5 a até 10 segundos, contendo cerca de 7 palavras. Daí a crença de que o spot é o incentivador do slogan.

Fascículo: cada uma das partes de uma obra impressa, composta de um ou mais cadernos, publicadas sucessivamente, com periodicidade regular ou não. O colecionador reúne seus fascículos em um volume.

Papelaria: produtos editoriais aplicados ao cotidiano (escola, escritório, notas, cartas, cartões, agendas, selos, envelopes, capas de cadernos, etc.)

Proposal: sinopse de um livro que ainda não foi concluído, incluindo seu título, autor, currículo do autor, plano geral da obra e, eventualmente, os primeiros capítulos elaborados. É usado para incentivar encomendas,
entrada em organogramas de edição, parcerias ou a negociação prévia de direitos autorais.

Anuário: publicação anual, especializada ou não, que cobre os mais variados temas. Volume de atualização de enciclopédias, publicado como suplemento. Ex.: Anuário Brasileiro de Mídia. Anais: publicação especializada e periódica que registra resultados das atividades e/ou encontros de uma instituição, grupo de pesquisa, resoluções de convenções, textos de congressos, progressos na área científica etc. É anual, como o nome já diz, e narra os principais acontecimentos conforme uma ordem descrita no sumário, seções ou índice.

Almanaque: obra de periodicidade geralmente anual, constituída de textos de cunho informativo (assuntos gerais ou especializados) e recreativo. Edição especial de uma revista, em formato maior, mais caprichada e com matérias especiais e com maior número de páginas, quase sempre.

Cartilha: livreto de caráter pedagógico com noções introdutórias sobre um tema. Em geral, grampeado. Mas pode igualmente ser um folder. O mais importante neste projeto é que explique o passo a passo de um tema/assunto/proposta. Ex: cartilha sobre somo usar anticoncepcionais; cartilha sobre somo lavar um produto.

Top: anúncio ou chamada que antecede a abertura de algo na rádio ou TV. Em geral, leva de 5 a 8 segundos. Texto-foguete muito usado para lembrar patrocínios. (Ex.: Oferecimento... Oi!; Ex.: sabonete Albany: flash do anúncio e slogan antes de começar a novela Celebridades da Globo.

CD-ROM: compact disc read only memory; disco compacto com memória de leitura; disco com alta capacidade de armazenamento que, utilizado no computador, disponibiliza aplicativos e recursos multimídia. Desde que a Sony e a Philips lançaram Cds em 1982 eles se tornaram um sucesso comercial. Mas o Cd-Rom só aparece um ano depois, em 1983, feito pela Philips para adquirir importância também no ambiente da informática a partir da introdução do Windows 3.1, em 1992.

Take: gravação ou tomada de um diálogo ou trecho de áudio para posterior inserção ou mixagem. Pode incluir gravações diferentes de uma mesma música, estando esta completa ou gravada só em trechos. O produtor editorial e o publicitário podem estar por trás da elaboração ou aprovação destes diálogos, ou do projeto conceitual e seleção do mix.

Trilha sonora, banda sonora: faixa óptica ou magnética situada na borda de um filme, contendo gravação de sons. O filme já editado contém, a saber, a mixagem ou reunião de todos os sons presentes na obra. Pista sonora, sound track ou fundo musical: conjunto de músicas, arranjos e efeitos de sonorização que compõem a parte sonora de um filme, vídeo, peça de teatro, etc. O mesmo que áudio em uma mídia audiovisual.

Press-book: coletânea de matérias publicadas na mídia (clipping) sobre um artista, obra, exposição, espetáculo, filme, etc., incluindo críticas e comentários. Usado como material promocional junto a possíveis patrocinadores, exibidores, agentes, divulgadores, etc.

Mailing-list: seleção e relação de nomes e endereços, editoriais, seções de revistas e jornais etc. para envio de correspondência (quase sempre promocional), publicações, material promocional ou informativo.

Cliparte: é a coleção de imagens (desenhos, ícones, vinhetas etc.) para fins editoriais e publicitários, disponíveis em publicações especiais, catálogos, sites, etc. Diz-se também de cada imagem obtida por esse processo. Na internet há serviços gratuitos de download de imagens desse tipo.

Clipping: do inglês clip, recorte. Serviço de apuração, coleção e fornecimento de recortes de jornais e revistas sobre assuntos e/ou atividades de uma empresa ou grupo cliente. O conjunto de recortes sobre determinado assunto, originalmente captados e arquivados por uma agência clipper.

Press-kit: conjunto informativo composto não só de textos mas de fotografias, produtos, edições, brindes ou outros materiais destinados à divulgação gratuita.

Teaser: do inglês “provocador”. Comunicação que cria expectativa. Provoca o público em relação a um produto, serviço ou acontecimento que só será revelado posteriormente com a eclosão da campanha (como fez a Shin com a chamada isolada do “experimenta” num primeiro momento). É muito usado em lançamentos ou em inovações associadas a produtos já conhecidos pelo público-receptor. Na TV ou rádio, curta seqüência, trecho de uma atração ou chamada nos primeiros momentos de um programa ou um pouquinho antes de um intervalo para prender a atenção do público.

Última posição: diz-se do anúncio apresentado em um intervalo comercial de rádio ou TV imediatamente antes do (re)início de um programa. Primeira posição: diz-se do anúncio apresentado em rádio ou TV como primeiro comercial durante um intervalo. Ambos são considerados os anúncios de maior chance de atenção.

Filmete: filme curto, de propaganda comercial ou institucional, para cinema ou TV, com duração média de 15, 30 ou 60 segundos.

Script: seqüência de instruções escrita de modo bem simples e objetivo para indicar como alguém deve executar tarefas. Ou texto/roteiro com diálogos e indicações cênicas.

Videoteipe: recurso de comunicação que lida com a parte visual de uma transmissão de TV ou filme, seguindo um roteiro ou script. Lida com a reprodução eletrônica de imagens por um receptor de TV ou análogos. Obra, em geral, com linguagem televisiva, artística ou publicitária. O videocassete é o suporte com fita magnética para gravação de vídeo; é o equipamento que reproduz essas gravações..

Videoclipe: unidade narrativa típica na cultura de massa, resultante da combinação de recursos técnicos e expressivos para a produção de fonogramas, coreografia, encenação, montagem e lançamento ou revival. Maestria em articular documentação e arte imagética com elenco, roteiro, dança, música, performance, ação, corte, focos, fundos, movimento, recepção. Quem gosta dessa área deve estar atento ao “timing”, que é o ritmo da produção “dentro do ritmo” que nos rodeia. Deve experimentar a coerência de cada uma das partes componentes do videoclipe com uma duração que lhes molda e “diz”, “conta”, “narra”... articulando ritmos internos (projeções, pensamentos e idéias) e externos (ações e interpretações no tempo-espaço graváveis).

Videoarte: aplicação de recursos do vídeo em trabalhos de artes plásticas. Ex.: artistas utilizam imagens e sons para complementar o ambiente e clima da exposição. Seu realizador é o videoasta/videoartista.

Videobook: edição de vídeo (gravada em fita, CD-ROM, site etc.) que reúne trabalhos ou imagens de um artista, modelo, ator, produtor, agência, birô, etc. Funciona como um portfolio para apresentação e divulgação junto a possíveis contratantes.

Videografismo: criação e produção de linguagem visual para a mídia televisiva e meios análogos como vídeo, CD-ROM e internet. O videografista ou videodesigner deve ter amplos conhecimentos de design gráfico aplicado à recepção visual e ao movimento. Deve também saber articular significantes audiovisuais, tais como cor, texto, vinheta, fundo musical, planos, cortes, retomadas, legenda, narração, fundos plásticos...
Videorelease: release audiovisual em linguagem televisiva, gravado em vídeo e transmitido por análogos.

Videowall: conjunto de monitores de vídeo colocados lado a lado e comandados por um computador. Funciona dando a idéia de uma grande tela. Recurso amplamente usado em eventos, feiras e exposições cult.

Videocharge: cartum para TV com efeitos de animação geralmente produzidos por computação – mas não excluímos técnicas tradicionais de desenho. É um tipo novo de linguagem de charge e caricatura, agora eletrônica. Porque o cartum (cartoon) é bem antigo... e representa uma narrativa humorística expressa por meio de caricaturas, crítica mordaz, ironia, sátira. A intenção de ambos é provocar o riso e na objetividade de jogos criativos falar do comportamento, hábitos e costumes humanos, enfocando fraquezas e falhas.

Webvertising: publicidade veiculada em mídia digital, sobretudo em sites, Cd-ROM ou aparelhos WAP como celulares. O webwriter é especializado na edição de conteúdo da mídia digital.

Layout: esboço bem acabado e próximo da arte-final, de qualquer trabalho de arte gráfica (folder, folheto, capa, logomarca, vinheta, rótulo, página de revista etc.). Esboço de uma peça publicitária, produzido para ser submetido ao cliente-anunciante antes de ser arte-finalizado. Nele estarão apresentados – ainda não de forma definitiva, mas aproximada – todos os elementos visuais básicos de um projeto (título, mancha do texto, inserção de imagens de apoio, margens, paginação, notas, cabeças, etc.). Pode ser também o arranjo dos elementos gráfico-visuais em um determinado espaço antes do evento começar (disposição de prateleiras, material de venda e distribuição, balcões, displays, produtos etc.). No caso de livros associamos layout ao termo boneca. No caso de revistas e jornais fala-se mais em espelho (esquema ou roteiro de uma página diagramada, com orientações de paginação, relação de seções, retrancas, cabeças, colunas, quadros etc.). No caso de eventos é chamado de cenário gráfico-visual.

Rafe/boneca/bosquejo: do inglês rough; esboço inicial no planejamento gráfico de qualquer trabalho a ser impresso. Rascunho livre feito pelo desenhista ou projetista, designer, programador, diretor de arte ou criação. Primeira fase da arte antes do layout e da arte-final.

Overlay: folha de papel em geral transparente (tipo manteiga, vegetal etc.), colada sobre a arte-final protegê-la e para servir de suporte a anotações e indicações diversas – para o gráfico, por exemplo, com informações de cores e tons; para a fotolitagem e revisão de algumas provas etc.). Tudo é bem preciso no overlay, essa comunicação de apresentação gráfico-visual. Erro aqui significa prejuízo.

Lettering: desenho de caracteres realizado com fins de criação de imagem corporativa, no estilo logotipo, porém baseado em um tipo já preexistente (renovado/revisto). As formas originais das letras sofrem um processo de transformação e adaptação de acordo com as cores, corpo, uso específico e variado.

Homepage: página de abertura, página inicial de um website/browser/navegador da web; tela de entrada para os documentos e mensagens integrantes de um sistema de hipertexto ou hipermídia (CD-ROM, internet, etc.), contendo botões de navegação/links internos que remetem o usuário a outros itens de interesse.

Portal: tipo de site que funciona como uma porta de entrada para uma série de serviços e informações na internet. Pode oferecer correio eletrônico, chat, notícias, ofertas, links etc. O portal é fruto do trabalho de editores de conteúdo que garimpam artigos, informações, serviços etc. afins aos seus anunciantes. Portais horizontais são acessados por um público heterogêneo com interesses variados, ao passo que portais verticais atraem pessoas especializadas em um tema, área, busca, conteúdo específicos, ou ainda segmentos do público com interesses comuns (ex. faixa etária). É, em suma, uma espécie de “trampolim” virtual.

Splash: desenho gráfico usado para destacar informações importantes numa embalagem. Mensagens de grande apelo. Chamada promocional vibrante, atrativa, muito usada em embalagens e invólucros (tag-line, jaquetas de livros etc.).

Briefing: conjunto de instruções para se executar uma tarefa editorial ou publicitária; espécie de release para produtos e bens culturais, na forma de resumo explicativo e promocional.

Face lift: melhoria visual ou atualização no visual de uma embalagem publicitária ou produto editorial.

Hang tag: etiqueta adesiva com orifício que, fixada na embalagem, permite que ela seja pendurada em gôndolas, eventos, prateleiras etc. Peg board: orifício feito na embalagem para pendurá-la em ganchos, gôndolas especiais ou displays.

Anúncio cooperativo: anúncio cuja veiculação é custeada por mais de um anunciante. É um tipo de acordo comum entre revendedores e anunciantes de um certo produto ou serviço e, em geral, um fabricante que com eles divide o custa da inserção publicitária. Pode também ser um acordo entre fornecedores que se reúnem numa campanha conjunta de promoção. As marcas dos anunciantes em acordo podem aparecer ou não. Talvez só os produtos e serviços ganhem destaque. Exemplo: fabricantes e revendedores de carros se organizam numa “semana de venda” no Brasil inteiro. Os anúncios são então bancados numa divisão de ações estrategicamente compartilhadas. Ex.: Um hipermercado produz um encarte e cobra de alguns fabricantes um custo de publicidade e inserção.

Flip chart ou álbum seriado: recurso gráfico visual indicado para aulas, exposições orais, palestras. Composto por folhas avulsas reunidas e presas na parte superior de um cavalete de madeira. As folhas expositivas devem ser apresentadas uma a uma, em seqüência lógica e ilustrativa.

Blimp: inflável gigantesco, que amplia produtos, imagens/mensagens.

Jingle: anúncio musicado, geralmente previamente gravado, com duração comum de 15 a 30 segundos, podendo ser usado em rádio e televisão sobretudo. Ponto forte: refrão e adesão.

Campanha: série de anúncios ou peças publicitárias/editoriais. Baseia-se num tema ou idéia-chave, seguindo um mesmo propósito seqüenciado e com unidade gráfica.


Vocabulário Básico


4Ps: produto, preço, praça, promoção. Estratégias fundamentais de marketing.

Dobra francesa: dupla dobra – a folha é impressa somente de um lado, depois dobrada duas vezes, uma verticalmente e a outra horizontalmente, resultando num folder de quatro páginas ou num folhetão econômico e atrativo.

Dobra em sanfona: série de dobras paralelas no papel, na qual cada dobra se abre na direção oposta á da dobra anterior.

Foco de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle.

Alceamento ou colecionamento: Arranjo de folhas ou cadernos na seqüência adequada, de forma que as páginas fiquem na ordem correta antes da costura e encadernação.

Sangria: área da chapa ou impressão que se estende (sangra) além da margem a ser refilada. Quando não é proposital, é um erro grave. Mas a sangria muitas vezes é algo pensado: aplica-se a fotografias ou áreas de cor que ainda vão entrar na arte-final. Idealmente, o arte-finalista deve prever espaços entre 3 e 6 mm além do formato escolhido final para ter boa margem de refile.

Vincagem: fazer sulcos mecânica ou artesanalmente no papel para que ele possa ser dobrado sem “quebra”. Em geral se usa este processo quando o papel é moderadamente rígido ou quando a dobra é contra a direção da fibra do papel.

Guardas: folhas dobradas que se põem no começo e fim de um produto editorial, unindo capas e miolo. Os papéis usados podem ser idênticos ao do miolo ou diferenciados. Função estética ou de proteção.

Picotagem: perfuração de pequenos orifícios numa folha, de modo que uma parte possa ser facilmente destacada da outra. Na tipografia, a picotagem é feita na impressora por meio de fios de aço endurecidos, de 1 ou 2 pontos de largura. Na off-set é feita normalmente fora da impressora, como uma operação de acabamento extra, usando uma máquina ou fio de picote. [Atenção: só lembrem que picotagem é diferente de aplicação.]

Brainstorming: reunião coletiva de criação, idealizada por A.F. Osborn. Consiste em reunir várias pessoas, de diferentes especialidades ou hierarquias, na agência ou fora dela, de modo que muitas vozes possam contribuir livremente com suas idéias e sugestões. segue quatro eixos básicos: livre curso à imaginação; nenhuma crítica às idéias apresentadas; grande numero de idéias; aperfeiçoamento das idéias apresentadas.

Agência: empresa especializada em criação e planejamento de campanhas, elaborando planos de venda, exposição, ofertas, descontos, reingresso no mercado, competitividade; produzindo peças; autorizando treinamento de pessoal; controlando publicações e transmissões.

Fotolito: película transparente de acetato onde se registra, por meios fotomecânicos, a imagem (texto, foto, desenho etc.) que se deseja imprimir. Filme que apresenta o trabalho/motivo a ser impresso, pronto para a reprodução em chapa (off-set), dividido por cores de impressão. Filme ou jogo de filmes que serve de matriz para a gravação de chapas off-set e para o preparo de telas serigráficas.

Viúva: linha, coluna, final de frase ou parágrafo onde o visual é indesejavelmente curto, interrompido, quebrado. Ex.: hifenização em duas linhas: realida-de [ o “de” ficando sozinho numa linha inteira].

Guia de cor: Instruções na arte ou diagrama de cores especiais indicando a posição e porcentagem de cor requerida ou mesmo uma amostra da cor real sólida.

Chapado: áreas em um impresso que imprimem 100% de uma cor determinada.

Cores quentes, expansivas: vermelho, amarelo e laranja; cores frias, retraídas: azul, verde e violeta.

Calha (gutter): espaço em branco existente entre duas colunas na mesma páginas ou entre páginas adjacentes.

Patrocínio: custeio total ou parcial, com fins de publicidade ou marketing – incluindo o social – , evidenciado em logos, slogans, cores etc. Investimento não necessariamente ligado ao campo de atividade do patrocinador, visando influenciar o público favoravelmente. Pode surgir menção ao patrocínio nas capas, contracapas, brindes etc. Muitas vezes, a chancela é o local em que os patrocinadores se reúnem num impresso.

Lombada: dorso lateral do livro, onde se imprimem geralmente informações de identificação da obra – título, nome do autor e da editora, selo. Parte da encadernação que cobre o livro, segurando as capas. Pela limitação da largura, em geral o texto vem na vertical, de cima para baixo, para facilitar a leitura.

Brochura: capa flexível, de cartolina ou papel afim. Acabamento que se caracteriza por uma capa mole (plastificada, envernizada ou sem proteção) que envolve os cadernos do livro, folheto etc. A capa mole reúne cadernos encapados, costurados, grampeados ou colados entre si, do que resulta o miolo do livro ou similar.

Legibilidade: qualidade do texto ágil, limpo, objetivo, bem composto, com equilíbrio entre espaçamento, cores, formas, fundos e frentes etc. Tudo que melhora a atenção e velocidade de percepção-entendimento.

Composição: ato ou operação de compor as linhas e as páginas de caracteres, fios, vinhetas, margens.

Defesa ou recuo: espaço livre de uma composição: à esquerda, à direita, justificado, centralizado.

Linho: tipo de acabamento telado dado a produtos editoriais revestidos com capa dura e pesados.

Imposição ou montagem: na impressão, o arranjo ou plano de páginas numa chapa de impressão, de modo que apareçam na ordem correta quando a folha impressa for dobrada e refilada.

Colofão: último elemento do miolo dos livros. Geralmente contém a referência do estabelecimento gráfico onde a obra foi impressa, às vezes a data de montagem e os profissionais envolvidos (quando aparece no início do livro, folheto ou similar, na contracapa ou verso da folha de rosto, chama-se crédito/expediente).

Lead: as primeiras palavras num bloco original de texto. O que encabeça o texto. O assunto que se destaca , o fato essencial, o clímax da história, o fio que puxa a nossa curiosidade para o resto do texto. Resumo inicial, constituído de elementos fundamentais. Enfim, torna possível ao leitor que dispõe de pouco tempo tomar rapidamente conhecimento do fundamental de uma notícia em condensada leitura do primeiro parágrafo.

Quadricomia: serviço impresso nas quatro cores de impressão. As cores básicas de impressão são, a saber, CMYK. Ou seja, ciano, magenta (vermelho por seleção), amarelo e preto.

RGB: cores básicas para reprodução em monitores (vermelho/red, verde/green e azul/blue).

Cor secundária: cor que resulta da mistura de duas cores primárias: laranja (amarelo e vermelho); violeta (vermelho e azul); verde (amarelo e azul).

Billing: faturamento cobrado pela agência de promoção ao cliente, incluindo todas as despesas de campanha ou ação, assim como custos de todas as peças, serviços e materiais.

Locação: qualquer cena tomada fora do estúdio. Aluguel por um ponto de exibição.

Máscara: qualquer material (papel, tecido, metal etc.) ou “janela”/”entalho”/cortes usados para bloquear ou mascarar porções de um produto gráfico.

Envernizamento: processo feito na impressora com rolos entintadores ou através de aplicação em chapa, ou fora de máquina com vaporizadores tipo spray ou rolos de verniz.

Opaco: não transparente, que não permite a passagem de luz.

Falha de cobertura: falha de tinta no processo de impressão. Ao cobrir a superfície, esta surge desigual, deixando pequenos buracos na área impressa.

Cursivos: tipos/leras que se assemelham à escrita manual, porém com as letras mais desconectadas.

Direitos subsidiários: direitos de uso de um produto de forma diferente da publicação original: reimpressão com outro formato, tipologia, acabamento, ou adaptação para a TV, por exemplo.

Formato refilado: formato final da página.

Lombada quadrada: método de encadernação relativamente barato, no qual as páginas são agrupadas e fixadas à capa por meio de cola. Ex.: catálogos telefônicos.

Grampeamento: forma de acabamento em brochura, por meio de um ou mais grampos. Usado em revistas e livros de poucas páginas e sem lombada. Método de prender com grampos cadernos ou folhas.

Grampeação a cavalo: lombada canoa ou arredondada, feita mediante o uso de grampos metálicos que atravessam a lombada dos cadernos. Forma comum e barata de encadernar folhetos, programas, revistas e livretos (livros não volumosos). As páginas são fixadas com grampos inseridos pela lombada ou linha de dobra e são dobradas na área central. As folhas dobradas ou páginas são, a saber, colocadas sobre uma “sela” que assegura o posicionamento adequado na hora de inserir o grampo. Os grampos são colocados perto da lombada, atravessando da primeira página à última , onde são fechados. Ex.: folhetos de poucas páginas.

Grampeação quadrada/lombada quadrada: lombada não arredondada; lombo chato.

Monocromático: feito de tons e sombras de uma só cor.

Livro instantâneo: termo também usado para outros produtos, como CDs, catálogos, vídeos etc. Consiste em uma publicação de grande interesse presente, momentâneo, escrita, produzida e comercializada em grande velocidade.

[1Arte-final é, resumidamente, o acabamento final de um trabalho de arte pronto para ser reproduzido e destinado à produção gráfica – com indicações de cor, ampliações, reduções, recuos, efeitos, área de retícula, de verniz, de máscaras etc.

A abordagem semiótica da imagem (signos)


Por Bernardo Rieux
13 de abril de 2005
Bernardo Rieux (1999)
Uma Introdução às Semióticas Americana e Européia


Charles Sanders Peirce



Sabendo-se que a ciência chamada Semiótica, ou teoria geral e da produção dos signos, teve sua origem em ao menos três lugares distintos - na Rússia, na Europa Ocidental e na América -, percebe-se que esse assunto é controvertido e multifacetado. Aqui, delimita-se a semiótica americana.Sabendo-se que a ciência chamada Semiótica, ou teoria geral e da produção dos signos, teve sua origem em ao menos três lugares distintos - na Rússia, na Europa Ocidental e na América -, percebe-se que esse assunto é controvertido e multifacetado. Aqui, delimita-se a semiótica americana.A semiótica americana tem seu expoente inicial com o cientista-lógico-filósofo Charles Sanders Peirce (1839-1914), filho de um importante matemático. Era devotado nas ciências culturais à lingüística, à história e à filologia, e tinha grande conhecimento da Crítica à Razão Pura, de Kant.Baseado, a princípio, com as categorias universais de Kant, e constatando mais tarde alguma semelhança também com Hegel, Peirce estipulou três categorias universais, começando a aplicá-las inicialmente à mente, e logo após á natureza. São estas categorias a de primeiridade, secundidade e terceiridade.A primeiridade consiste, por exemplo, na presença de imagens diretamente à consciência, sem uma consciência propriamente dita; melhor argumentando, "trata-se, pois, de uma consciência imediata tal qual é. Nenhuma outra coisa senão pura qualidade de sentir. A qualidade da consciência imediata é uma impressão In totum, indivisível, não analisável, inocente e frágil."(SANTAELLA, 1983, pág57).O caráter de secundidade já redunda em "conflito". Não é o não analisável da primeiridade, mas necessita dela para existir. É o mundo do pensamento, sem, no entanto, a mediação de signos. É a "arena da existência cotidiana" (Santaella). O aspecto segundo representa uma consciência reagindo ante o mundo, em relação dialética; uma relação dual.O que dizer sobre a terceiridade além desta categoria conter as duas últimas citadas? De acordo com Santaella, no nível do pensamento a terceiridade corresponderia ao nível simbólico, sígnico, onde representamos e interpretamos o mundo. Não é um caráter passivo, primeiro, mas a união deste com o segundo, acrescentando um fator cognitivo. Na terceiridade é posto uma camada interpretativa entre a consciência (segundo) e o que é percebido (primeiro). Nesse caráter fenomenológico Peirce começou a esquadrinhar seu sistema filosófico.Para esclarecer a definição de signo, Peirce estabeleceu o conceito de relação sígnica. Toda relação sígnica envolve o signo propriamente dito, o objeto e seu interpretante. A noção de interpretante não se define na de intérprete do signo, mas através da relação que o signo mantém com o objeto. A partir dessa relação, produz-se na mente interpretadora um outro signo que traduz o significado do primeiro (que é o interpretante do primeiro). Por exemplo, a palavra "casa" é um signo interpretante do signo casa estabelecido unicamente em cada subjetividade. Dessa forma, o significado de um signo é sempre outro signo, e assim por diante.Tendo suas categorias e a noção de signo, Peirce estabeleceu uma rede de classificações sempre triádicas dos tipos possíveis de signo, tomando como base as relações que se apresentam o signo. A relação mais elementar entre essas tríades se dá tomando-se a relação do signo consigo mesmo (primeiridade), com seu objeto dinâmico (secundidade) e com seu interpretante (terceiridade):Signo 1º em si mesmo1ºQuali-signoSin-signoLegi-signo



Signo 2º com seu objeto2ºÍconeÍndiceSímboloSigno 3º com seu interpretante:Rema DicenteArgumento No quadro acima, a indicação dos numerais 1, 2 e 3 remete diretamente às categorias Peirceanas.Ao pegar-se um signo com seu objeto, em aspecto icônico, temos por correspondentes em primeiridade um Quali-signo e uma rema. Por primeiridade ser a pura qualidade, é passível a várias "interpretações". Não chega a um signo restrito. Por exemplo, a idéia de Deus tem um caráter icônico.Partindo novamente da relação do signo com seu objeto, agora em caráter de secundidade encontra-se o índice. Aqui, o signo permanece bem mais restrito e concreto, pois "indica". Um exemplo disso seria o ponteiro da gasolina no carro, que indica o quanto aproximado há de combustível no veículo.Em terceiridade, ao ter-se o símbolo como ponto de partida, vê-se, no signo em si mesmo, um caráter de lei. Nesse aspecto podem ser encontrados os códigos (não especialmente um código genético, por exemplo, mas explicitamente a linguagem como código criado na esfera humana).Na forma expressa acima, percebe-se que o terceiro sempre precisa do primeiro e do segundo para sua existência, pois se assim não fosse, não teria seu caráter designativo ou qualitativo numa lei, ou num processo superior humano.Peirce, com suas tríades, criou miríades de associações, sendo esta, um dos pontos fundamentais de sua teoria.Algumas Noções de Semiótica Européia



A Semiótica Européia, em um de seus expoentes mais fortes, está fundamentada a partir do livro "Tratado de Lingüística Geral", de Ferdinand de Saussure. Esse livro deu margem à criação de várias correntes de pensamento, como o estruturalismo e constituiu-se como ponto de partida para a Semiologia desenvolvida por Rolland Barthes.Em relação aos determinantes teóricos da Semiologia, diferentemente de Peirce, que estabelece uma relação sígnica entre signo, objeto e interpretante, na corrente iniciada por Saussure são vistos o signo, o significado e o significante.O signo, numa definição mais básica, é qualquer coisa que substitua outra. Deste modo podemos imaginar um homem primitivo que desenhou um animal numa caverna representando o animal que havia caçado, por exemplo. O desenho do animal é o signo que representa o conteúdo que o homem primitivo quis expressar. Este homem, para representar o animal, uniu um conceito a uma imagem, ou seja, estabeleceu uma relação entre um significado e um significante. Saussure estipula o significante como uma imagem acústica, que constitui-se como a representação natural da palavra enquanto fato de língua virtual, ou a representação psíquica desse som. Passando para outros moldes além do verbal, o significante seria uma imagem que afetasse a mente de uma pessoa.Saussure estipula duas características primordiais do Signo:1ª: O Signo é arbitrário: Isso quer dizer que não há um laço natural entre o significante e o significado. Por exemplo, lua em Inglês é moon, enquanto em é italiano é luna. Com essa inferência Saussure distingue um signo de um símbolo; um símbolo teria uma relação com o objeto representado. Como exemplo, pode-se dizer que a cruz evoca muita coisa para um cristão, enquanto a suástica a um nazista ou a um judeu. O símbolo da justiça, a balança, não poderia ser substituído por um objeto qualquer, um carro, por exemplo.2ª: Caráter Linear do Significante: O significante, de natureza auditiva, desenvolve-se no tempo, unicamente, e tem as características que toma do tempo em determinada cultura.Com a constituição da linguagem verbal, existiriam relações sintagmáticas e relações associativas. As relações sintagmáticas estariam baseadas no caráter linear da língua, que exclui a possibilidade de pronunciar dois elementos ao mesmo tempo. Estes se aliam um após o outro na cadeia da fala, e tais combinações podem ser chamadas de sintagmas. Por ex., re-ler, contra-todos, a vida humana, etc.Uma relação associativa possuiria sua dinâmica fora do discurso, onde as componentes de determinada sentença se associam na memória e assim se formam grupos dentro dos quais imperam relações muito diversas. Por exemplo, a palavra superomem pode evocar em determinada mente palavras como superfície, supérfluo, homem rico, poder, etc.Referências:Saussure, F. Curso de Lingüística Geral. Ed. Cultrix.Orlandi, E.P. O que é Lingüística. Col. Primeiros Passos. Brasiliense.Santaella, L. O que é Semiótica.Col. Primeiros Passos. Brasiliense.Eco, H. Tratado Geral de Semiótica. SP, Perspectiva, 1997

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